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Países de Produção para Entregas Rápidas na Europa

Para uma empresa que vende produtos no mercado europeu, o custo de produção é importante. No entanto, um custo de produção baixo, por si só, não é suficiente para escolher o país de produção adequado.

Entregas tardias aos clientes, ruturas de stock, encomendas que não ficam concluídas a tempo, procedimentos aduaneiros demorados, documentos em falta, longos transportes marítimos e a necessidade de manter stocks de segurança elevados podem eliminar rapidamente a vantagem obtida através de um preço de produção reduzido.

Por esse motivo, as empresas que vendem para a Europa não devem perguntar apenas:

Em que país podemos produzir ao preço mais baixo?

A verdadeira pergunta deve ser:

Em que país podemos fabricar o produto com a qualidade desejada, a um custo aceitável, em quantidades suficientes e entregá-lo aos nossos clientes europeus o mais rapidamente possível?

Escolher um país de produção para entregas rápidas na Europa não é apenas uma decisão baseada na proximidade geográfica. A capacidade de produção, as ligações rodoviárias, os portos, os sistemas aduaneiros, as regras de origem, a disciplina dos fornecedores, o acesso a matérias-primas, a qualidade da mão de obra e a estabilidade política devem ser avaliados em conjunto.

O país de produção adequado não tem de ser necessariamente o mais barato. No entanto, quando todos os custos da cadeia de abastecimento são considerados, pode ser o país mais rentável para a empresa.

Por que razão a entrega rápida é uma vantagem estratégica?

Os clientes do mercado europeu não esperam apenas produtos de qualidade a preços razoáveis. Esperam também entregas pontuais, reposição regular de stock e respostas rápidas a alterações inesperadas da procura.

A entrega rápida oferece às empresas as seguintes vantagens:

Menor necessidade de stock

Menor necessidade de capital circulante

Resposta mais rápida às alterações da procura

Lançamento atempado de produtos sazonais

Menor risco de os produtos ficarem desatualizados

Conclusão mais rápida das encomendas dos clientes

Redução das ruturas de stock

Construção de uma imagem de fornecedor mais fiável

Possibilidade de fazer encomendas mais pequenas e frequentes

Maior facilidade na produção personalizada

O prazo de entrega é um fator competitivo importante, sobretudo nos setores da moda, dos têxteis, do mobiliário, da decoração, das peças automóveis, das embalagens, dos produtos promocionais, das peças sobresselentes e dos produtos sazonais.

Se o produto chegar depois de a necessidade do cliente ter desaparecido, o preço baixo perde grande parte do seu valor comercial.

A produção mais barata não é o mesmo que a produção mais rápida

O preço de produção num país distante pode ser baixo. Contudo, para transportar o produto até à Europa, podem ser necessários um longo percurso marítimo, operações portuárias, controlos aduaneiros, transbordos e distribuição interna.

Durante este processo, a empresa não paga apenas custos de transporte. Pode também enfrentar:

Quantidades mínimas de encomenda elevadas

Prazos de produção longos

Stocks de segurança elevados

Capital imobilizado durante longos períodos

Risco de erros na previsão da procura

Risco de excesso de stock

Resposta lenta a alterações de produto

Problemas de qualidade detetados demasiado tarde

Devoluções ou novas produções difíceis

Incerteza nas taxas de câmbio e nos custos de transporte

Um fornecedor que produza perto da Europa pode apresentar um preço unitário mais elevado. No entanto, quantidades mínimas mais reduzidas, reposição mais rápida, menor necessidade de stock e controlo de qualidade mais simples podem resultar num custo total inferior.

Por isso, um país de produção não deve ser avaliado apenas com base no preço à saída da fábrica.

É necessário calcular o custo total colocado no destino.

O que é o custo total colocado no destino?

O custo total colocado no destino é a soma de todas as despesas desde a saída do produto da fábrica até à sua chegada ao armazém ou ao cliente na Europa.

Esses custos podem incluir:

Preço de produção

Custos de moldes e amostras

Custos de embalagem

Transporte interno no país de produção

Transporte internacional

Seguro

Direitos aduaneiros

Procedimentos de importação

Custos de certificação

Taxas portuárias e de terminal

Armazenamento

Distribuição interna

Controlo de qualidade

Custo de produtos danificados ou defeituosos

Financiamento de stock

Custos de atrasos

Risco de excesso de stock ou rutura de stock

Um país pode parecer económico durante a fase de produção, mas perder a vantagem quando todos estes custos são acrescentados.

O país adequado para uma entrega rápida é aquele que permite controlar melhor o custo total colocado no destino.

Principais critérios para escolher um país de produção

Ao escolher um país de produção para entregas rápidas na Europa, a decisão não deve basear-se apenas na distância.

Os seguintes critérios devem ser avaliados em conjunto.

Distância até ao mercado europeu de destino

A que distância se encontra o país de produção do mercado onde o produto será vendido?

Os países mais adequados para uma empresa que vende nos Países Baixos, Alemanha, Bélgica e França podem ser diferentes dos mais adequados para uma empresa que vende em Itália, Grécia ou nos Balcãs.

Método de transporte

O produto será transportado por estrada, por mar, por via ferroviária ou por avião?

O transporte rodoviário pode ser muito eficaz para entregas porta a porta a partir de países próximos. O transporte marítimo pode ser económico para grandes volumes. O transporte ferroviário pode oferecer vantagens em determinadas rotas. O transporte aéreo é utilizado principalmente para produtos urgentes e de elevado valor.

Situação aduaneira

O país de produção é membro da União Europeia?

Se não for, que acordos comerciais se aplicam?

O produto pode beneficiar de um regime aduaneiro preferencial?

É necessário um certificado de origem?

Existem direitos adicionais, quotas ou controlos especiais?

Capacidade produtiva

Em que setores o país é forte?

As matérias-primas necessárias estão disponíveis?

O fornecedor tem capacidade técnica suficiente?

O nível de qualidade exigido pode ser mantido de forma consistente?

Quantidade mínima de encomenda

O produtor consegue fabricar pequenas quantidades?

Num sistema de entrega rápida, encomendas pequenas e frequentes podem ser mais vantajosas do que encomendas grandes e pouco frequentes.

Prazo de produção

Quanto tempo necessita a fábrica para concluir a encomenda?

As matérias-primas estão disponíveis?

Existe capacidade na linha de produção?

O prazo aumenta durante os períodos de maior procura?

Fiabilidade do fornecedor

O fornecedor cumpre as datas prometidas?

Mantém a qualidade de forma consistente?

Responde rapidamente quando surge um problema?

Prepara a documentação de forma completa e correta?

Risco político e económico

O país é politicamente estável?

As passagens fronteiriças são fiáveis?

Existem riscos de problemas energéticos, greves, guerra, sanções ou instabilidade monetária?

A entrega rápida não exige apenas pouca distância, mas também uma cadeia de abastecimento capaz de funcionar sem interrupções.

Produção dentro da União Europeia

Uma das formas mais rápidas e simples de abastecer o mercado europeu consiste em produzir diretamente num Estado-Membro da União Europeia.

A principal vantagem da produção dentro da União Europeia é o facto de a circulação de mercadorias entre Estados-Membros não estar sujeita aos procedimentos aduaneiros das fronteiras externas da União. Depois de um produto entrar em livre circulação na UE, pode ser transportado com maior facilidade para outros Estados-Membros.

A produção dentro da UE é especialmente adequada para empresas que:

Precisam de prazos de entrega muito curtos

Pretendem fazer encomendas pequenas e frequentes

Exigem elevados padrões de qualidade

Oferecem produção personalizada

Querem aplicar rapidamente alterações ao produto

Pretendem manter níveis reduzidos de stock

Querem utilizar a produção europeia como argumento comercial

No entanto, os custos de produção e as capacidades setoriais variam significativamente entre os países da União Europeia.

Polónia

A Polónia é um dos centros de produção mais fortes para entregas rápidas dentro da Europa.

A sua localização central, as ligações rodoviárias à Alemanha e a outros mercados europeus, a ampla base industrial e o forte setor dos transportes constituem vantagens importantes.

A Polónia pode ser considerada especialmente para:

Mobiliário

Produtos de madeira

Produtos metálicos

Componentes de máquinas

Peças automóveis

Embalagens

Produtos de plástico

Produtos para o lar

Produção alimentar

Cosméticos

Uma das principais vantagens da Polónia é pertencer à União Europeia e, ao mesmo tempo, possuir fortes ligações rodoviárias à Europa Ocidental e Central.

No entanto, os salários, os custos energéticos, a capacidade das fábricas e as diferenças regionais de preços devem ser analisados cuidadosamente. A Polónia já não deve ser vista apenas como um país de produção de baixo custo. Deve ser avaliada pela combinação entre capacidade industrial e força logística.

Chéquia

A Chéquia é um país industrial forte localizado no centro da Europa.

A sua proximidade à Alemanha, Áustria, Polónia e Eslováquia permite realizar entregas rápidas à Europa Central e Ocidental.

A Chéquia é particularmente forte em:

Fabrico de máquinas

Indústria automóvel

Trabalho de metais

Componentes eletrónicos

Produtos industriais

Componentes de plástico

Peças técnicas

A Chéquia pode ser adequada para produções que exigem elevada capacidade técnica. No entanto, os custos podem ser superiores aos de alguns países da Europa de Leste.

O país é especialmente adequado para empresas que procuram qualidade técnica, fiabilidade nas entregas e distribuição rápida dentro da Europa.

Eslováquia

A Eslováquia é particularmente forte na indústria automóvel e na produção técnica.

Graças à sua localização central na Europa, oferece acesso fácil à Alemanha, Áustria, Chéquia, Polónia e Hungria.

A Eslováquia pode ser considerada para:

Peças automóveis

Componentes metálicos

Peças de máquinas

Equipamentos elétricos

Produtos de plástico

Montagem industrial

A principal vantagem do país é a sua posição na Europa e a sua cadeia de abastecimento industrial desenvolvida. Contudo, em determinados setores, uma parte significativa da capacidade pode estar ocupada por grandes empresas industriais, o que pode dificultar a procura de fornecedores adequados para pequenas empresas.

Hungria

A Hungria ocupa uma posição estratégica entre a Europa Central e o Sudeste Europeu.

Pode ser interessante para aceder à Alemanha, Áustria, Eslováquia, Roménia, Croácia e aos mercados dos Balcãs.

Entre os principais setores de produção encontram-se:

Peças automóveis

Eletrónica

Componentes de máquinas

Produtos de plástico

Produtos farmacêuticos e químicos

Embalagens

Processamento alimentar

A Hungria pode ser adequada para empresas que pretendem produzir dentro da UE e distribuir rapidamente na Europa Central.

Ao selecionar fornecedores, devem ser analisadas a disponibilidade de mão de obra, os custos energéticos e a experiência de exportação do produtor.

Roménia

A Roménia destaca-se pelos seus custos de produção relativamente competitivos dentro da UE e por uma ampla força de trabalho.

O país pode ser considerado especialmente para:

Têxteis

Vestuário

Calçado

Mobiliário

Produtos de madeira

Peças automóveis

Equipamentos elétricos

Trabalho de metais

Serviços de produção apoiados por soluções digitais

A distância até à Europa Ocidental pode ser superior à existente a partir da Polónia ou da Chéquia. Contudo, as ligações rodoviárias e a pertença à UE oferecem vantagens importantes.

A Roménia pode ser uma opção forte para empresas que procuram equilíbrio entre custo de produção e acesso ao mercado europeu.

Bulgária

A Bulgária pode ser considerada por empresas que procuram custos de produção relativamente baixos dentro da União Europeia.

Entre os setores importantes encontram-se:

Têxteis e vestuário

Calçado

Mobiliário

Produtos de madeira

Montagem eletrónica

Trabalho de metais

Produtos de plástico

Processamento alimentar

A Bulgária pode oferecer vantagens em cadeias de abastecimento que ligam o Sudeste Europeu, os Balcãs e a Turquia.

A distância até à Europa Ocidental é maior. Por isso, o prazo de entrega deve ser avaliado não apenas com base no país, mas também na localização da fábrica e na rota do transportador.

Portugal

Portugal é particularmente forte nos setores dos têxteis, vestuário, calçado, artigos de couro, têxteis-lar, mobiliário e produtos de cortiça.

Entre as principais vantagens de Portugal encontram-se:

Produção dentro da União Europeia

Conhecimento sólido em têxteis e confeção

Fornecedores adequados a pequenas e médias séries de produção

Experiência com marcas europeias

Adequação à produção de marca própria

Apoio ao desenvolvimento de produtos e preparação de amostras

Portugal encontra-se geograficamente no extremo ocidental da Europa e, por isso, não é o país de produção mais próximo da Europa Central ou de Leste. Ainda assim, continua a ser uma opção forte para produção de elevada qualidade e relativamente rápida destinada à Europa Ocidental.

Na moda, nos têxteis de gama elevada, nos têxteis-lar e no calçado, Portugal deve ser avaliado não apenas pelo prazo de entrega, mas também pela sua capacidade de desenvolvimento de produto.

Espanha

A Espanha é um país de produção importante graças à sua ampla base industrial, aos seus grandes portos e à sua localização dentro da União Europeia.

Pode ser considerada para:

Têxteis e moda

Calçado

Cerâmica

Mobiliário

Alimentação

Embalagens

Peças automóveis

Produtos químicos

Cosméticos

A Espanha está bem posicionada para a Península Ibérica, França e Europa Ocidental.

Os seus grandes portos também lhe permitem desempenhar um papel estratégico nos sistemas de produção e distribuição entre o Norte de África e a Europa.

Itália

A Itália não deve ser avaliada principalmente como um país de produção de baixo custo, mas pela sua qualidade, design, capacidade técnica e produção de elevado valor acrescentado.

A Itália é particularmente forte em:

Moda

Têxteis

Couro

Calçado

Mobiliário

Iluminação

Máquinas

Trabalho de metais

Equipamentos industriais

Máquinas de embalagem

Cerâmica

Produtos de luxo

A produção em Itália pode criar um valor de marca significativo para empresas dirigidas a clientes premium e de luxo.

Quanto aos prazos de entrega, a Itália oferece bom acesso à Europa Central, Meridional e Ocidental. No entanto, os custos de produção podem ser superiores aos dos países de baixo custo.

A Itália é uma opção de produção centrada na qualidade, no design, na confiança e em preços de venda mais elevados, e não apenas num preço reduzido.

Turquia

A Turquia é um dos países de produção mais importantes próximos da Europa.

A sua ampla infraestrutura industrial, as ligações rodoviárias à Europa, os portos, a capacidade de produção flexível e a experiência em numerosos setores tornam a Turquia num importante centro de produção de proximidade.

A Turquia pode ser considerada especialmente para:

Têxteis

Vestuário

Têxteis-lar

Mobiliário

Tapetes

Tecidos para cortinas e estofos

Calçado

Artigos de couro

Produtos metálicos

Máquinas e peças de máquinas

Peças automóveis

Produtos de plástico

Embalagens

Vidro

Cerâmica

Eletrodomésticos

Equipamentos elétricos

A união aduaneira entre a Turquia e a União Europeia oferece vantagens importantes para os produtos industriais abrangidos pelo acordo. Contudo, nem todos os produtos estão sujeitos às mesmas regras. Os produtos agrícolas, determinados produtos agrícolas transformados e setores específicos devem ser analisados separadamente.

Uma das principais vantagens da Turquia é a sua capacidade para responder tanto a grandes volumes de produção como a encomendas mais pequenas e flexíveis em numerosos setores.

Ao selecionar fornecedores, devem ser cuidadosamente verificados os seguintes aspetos:

Se o produto está abrangido pela união aduaneira

Certificado de circulação A.TR

Origem real do produto

Conformidade técnica

Regras europeias de segurança dos produtos

Congestionamento nas passagens fronteiriças

Rota do transportador

Flutuações monetárias

Experiência de exportação do fornecedor

A Turquia é uma opção especialmente forte para têxteis, mobiliário, metal, máquinas e produtos de consumo que podem ser rapidamente transportados para a Europa por estrada.

No entanto, não basta escolher o país. A localização da fábrica dentro da Turquia também é importante. As zonas de produção em redor de Istambul, Bursa, Esmirna, Tekirdağ e Kocaeli podem oferecer prazos totais mais curtos do que fábricas localizadas mais a leste, graças à proximidade dos corredores europeus de transporte.

Sérvia

A Sérvia não é membro da União Europeia, mas pode ser considerada para produção de proximidade devido à sua localização próxima da Europa e à sua infraestrutura industrial.

Entre os principais setores encontram-se:

Peças automóveis

Trabalho de metais

Equipamentos elétricos

Peças de máquinas

Produtos de plástico

Mobiliário

Têxteis

Calçado

Processamento alimentar

As ligações rodoviárias à Europa Central e aos Balcãs constituem uma vantagem importante.

Como a Sérvia não pertence à UE, os procedimentos aduaneiros, as condições de origem preferencial e os documentos necessários devem ser verificados para cada produto.

Comprar na Sérvia não é o mesmo que comprar num Estado-Membro da União Europeia.

O custo de produção pode ser atrativo, mas um documento de origem incorreto ou documentação aduaneira incompleta pode atrasar a entrega.

Macedónia do Norte

A Macedónia do Norte pode ser considerada para produções intensivas em mão de obra e para empresas que procuram fabrico próximo da Europa.

Entre os setores importantes encontram-se:

Vestuário

Têxteis

Calçado

Peças automóveis

Sistemas de cabos elétricos

Peças metálicas

Produtos de indústria ligeira

Uma das vantagens do país é a sua localização próxima das rotas comerciais entre a Europa e a Turquia.

No entanto, a capacidade de produção pode ser mais limitada do que nos grandes países industriais. Por isso, devem ser cuidadosamente analisados o parque de máquinas, a capacidade laboral, o sistema de qualidade e o histórico de entregas do fornecedor.

Bósnia e Herzegovina

A Bósnia e Herzegovina pode oferecer custos competitivos e proximidade da Europa em determinados setores de produção.

Entre as principais áreas encontram-se:

Mobiliário

Trabalho de madeira

Produtos metálicos

Componentes automóveis

Têxteis

Calçado

Peças industriais

O país pode ser especialmente interessante para madeira, mobiliário e trabalho de metais.

Como não pertence à UE, os procedimentos aduaneiros, as regras de origem e a documentação devem ser estudados produto a produto. A distância da fábrica aos principais corredores de transporte também pode influenciar o prazo total de entrega.

Albânia

A Albânia pode ser considerada para produções intensivas em mão de obra, especialmente em têxteis, confeção, calçado e trabalho de couro.

A sua proximidade marítima com Itália pode proporcionar vantagens em determinadas cadeias de abastecimento.

A Albânia pode ser adequada para:

Confeção

Calçado

Artigos de couro

Trabalhos simples de montagem

Componentes de mobiliário

Produção contratada intensiva em mão de obra

No entanto, devem ser cuidadosamente verificadas a capacidade de produção, o abastecimento de matérias-primas e o sistema de gestão da qualidade do fornecedor.

A Albânia não é adequada para todos os produtos. Com o setor e a fábrica certos, pode oferecer uma vantagem importante.

Marrocos

Marrocos é uma das principais opções do Norte de África para empresas que pretendem produzir perto da Europa.

A sua proximidade geográfica com Espanha, os seus portos desenvolvidos e as suas fortes relações comerciais com a Europa tornam Marrocos especialmente importante para a Europa Ocidental.

Marrocos pode ser considerado para:

Têxteis

Vestuário

Peças automóveis

Sistemas de cabos elétricos

Artigos de couro

Calçado

Processamento alimentar

Embalagens

Componentes aeronáuticos

Trabalhos simples de montagem

O transporte de Marrocos para a Europa pode ser efetuado por via marítima ou através de uma combinação de transporte rodoviário e marítimo.

Como as importações vêm de fora da UE, as regras de origem preferenciais, a documentação do produto e os procedimentos aduaneiros devem ser corretamente geridos.

A vantagem de Marrocos não reside apenas nos custos mais baixos. A sua proximidade da Europa permite criar ciclos de produção e reposição mais curtos do que os do Extremo Oriente.

Tunísia

A Tunísia pode ser considerada para produção de proximidade devido à sua localização próxima da Europa e às suas ligações marítimas com França e Itália.

Entre os setores importantes encontram-se:

Têxteis

Vestuário

Roupa de trabalho

Calçado

Artigos de couro

Cabos elétricos

Peças automóveis

Montagem eletrónica

Peças mecânicas

A Tunísia pode oferecer fornecedores com experiência em produção contratada para marcas europeias.

Ao selecionar fornecedores, devem ser analisadas a capacidade de produção, as condições políticas e económicas, o desempenho dos portos, o abastecimento de matérias-primas e a qualidade da documentação.

A Tunísia pode ser especialmente adequada para produções destinadas a Itália, França e Europa Meridional.

Egito

O Egito é um grande país produtor relativamente próximo da Europa. A sua ampla força de trabalho, o Canal do Suez, os portos mediterrânicos e a sua capacidade industrial em diferentes setores oferecem vantagens importantes.

O Egito pode ser considerado para:

Têxteis

Produtos de algodão

Vestuário

Têxteis-lar

Alimentação

Produtos químicos

Plásticos

Embalagens

Equipamentos elétricos

Materiais de construção

Os custos de produção podem ser favoráveis. No entanto, para conseguir entregas rápidas, são especialmente importantes a localização da fábrica, o acesso ao porto, os horários dos navios, os procedimentos aduaneiros e a documentação.

O Egito não oferece a mesma vantagem de transporte rodoviário direto que a Turquia ou os países da UE. Por isso, o planeamento do transporte deve ser especialmente sólido numa estratégia de entrega rápida.

Ucrânia e Moldávia

A Ucrânia e a Moldávia podem oferecer proximidade à Europa e custos competitivos em determinadas áreas de produção.

Entre os setores possíveis encontram-se:

Têxteis

Sistemas de cabos

Mobiliário

Produtos de madeira

Trabalho de metais

Produtos agrícolas e alimentares

Trabalhos simples de montagem

Contudo, a escolha de um país de produção não deve basear-se apenas no preço e na distância. Devem também ser considerados a guerra, as passagens fronteiriças, a infraestrutura energética, os seguros, a segurança do transporte e a continuidade da produção.

No caso da Ucrânia, a análise de riscos deve ser efetuada por produto, fábrica e região.

Uma empresa não deve tornar toda a sua cadeia de abastecimento dependente de uma única fonte de elevado risco apenas por uma possível vantagem de custos.

Reino Unido

O Reino Unido pode ser forte em fabrico técnico avançado, design, produtos farmacêuticos, máquinas, aeronáutica, produção especializada e produtos de elevado valor acrescentado.

Desde a sua saída da União Europeia, a circulação de mercadorias entre o Reino Unido e a UE já não deve ser tratada como comércio interno da União.

Devem ser consideradas as declarações aduaneiras, as regras de origem, a conformidade do produto e os procedimentos fronteiriços.

O Reino Unido não é um país de produção de baixo custo. No entanto, com o fornecedor adequado, pode ser apropriado para fabrico técnico especializado, proteção da propriedade intelectual, design e produtos de elevado valor.

Qual é o país mais rápido?

Não existe um único país de produção que seja o mais rápido para todas as entregas na Europa.

O país mais rápido depende de:

O país onde se encontra o cliente

A cidade onde se encontra a fábrica

O tipo de produto

A quantidade da encomenda

O prazo de produção

A disponibilidade de matérias-primas

O método de transporte

Os procedimentos fronteiriços e aduaneiros

A localização do armazém

A frequência de entrega

Para uma empresa que vende na Alemanha, nos Países Baixos e na Bélgica, a Polónia, a Chéquia ou as zonas de produção próximas da Alemanha podem ser opções fortes.

Para Itália e a Europa Meridional, Itália, os países dos Balcãs, a Turquia ou a Tunísia podem ser vantajosos.

Para Espanha, Portugal e o sul de França, podem ser considerados Espanha, Portugal, Marrocos ou Tunísia.

Para a Europa Central e de Leste, Polónia, Chéquia, Eslováquia, Hungria, Roménia e Turquia podem ser opções sólidas.

Por isso, a pergunta correta não é:

Qual é o país mais próximo da Europa?

A pergunta correta é:

Qual é o corredor de produção e transporte mais adequado ao nosso produto e ao nosso cliente?

Pensar em corredores de produção em vez de pensar apenas em países

Numa cadeia de abastecimento moderna, não basta escolher apenas um país. É necessário escolher um corredor de produção.

Um corredor de produção inclui:

A cidade onde se encontra a fábrica

A origem das matérias-primas

A principal ligação rodoviária

O porto ou terminal ferroviário

A passagem fronteiriça

O representante aduaneiro

O transportador

O armazém na Europa

A rede de distribuição até ao cliente final

Mesmo entre duas fábricas no mesmo país podem existir grandes diferenças nos prazos de entrega.

Uma fábrica pode estar próxima de um porto ou de uma autoestrada. Outra pode estar localizada no interior do país. Uma pode preparar os documentos no próprio dia. Outra pode atrasar a documentação aduaneira.

Depois de analisar os países, devem também ser estudadas as cidades, as zonas industriais e os corredores de transporte.

Escolher países de produção de acordo com o setor

Nem todos os países são fortes em todas as categorias de produtos.

Têxteis e vestuário

Países que podem ser considerados:

Turquia

Portugal

Itália

Espanha

Roménia

Bulgária

Macedónia do Norte

Albânia

Marrocos

Tunísia

Egito

Ao tomar a decisão, devem ser avaliados em conjunto o abastecimento de tecidos, os processos de tingimento, estampagem, costura, lavagem, os acessórios e a infraestrutura de controlo de qualidade.

Mobiliário e produtos de madeira

Países que podem ser considerados:

Polónia

Turquia

Roménia

Bulgária

Bósnia e Herzegovina

Sérvia

Itália

Portugal

Como o mobiliário ocupa muito volume, a distância de transporte e o aproveitamento do veículo são pelo menos tão importantes como o preço de produção.

Calçado e artigos de couro

Países que podem ser considerados:

Itália

Portugal

Espanha

Turquia

Roménia

Albânia

Macedónia do Norte

Marrocos

Tunísia

A produção premium e a produção contratada de baixo custo nem sempre estão disponíveis nos mesmos países ou fábricas. O grupo de clientes-alvo deve ser definido antecipadamente.

Peças metálicas e de máquinas

Países que podem ser considerados:

Alemanha

Itália

Chéquia

Polónia

Eslováquia

Hungria

Turquia

Sérvia

Roménia

Bósnia e Herzegovina

Neste setor, as tolerâncias técnicas, as certificações, a qualidade dos materiais e os sistemas de medição podem ser mais importantes do que o prazo de entrega por si só.

Peças automóveis

Países que podem ser considerados:

Alemanha

Chéquia

Eslováquia

Polónia

Hungria

Roménia

Turquia

Sérvia

Marrocos

Tunísia

No fornecimento automóvel, os sistemas de qualidade, a rastreabilidade e a disciplina de entrega pontual são requisitos fundamentais.

Têxteis-lar e produtos de interiores

Países que podem ser considerados:

Turquia

Portugal

Itália

Espanha

Polónia

Roménia

Marrocos

Tunísia

Neste setor são importantes a rapidez na preparação de amostras, as pequenas coleções, as cores especiais e a capacidade para fazer reposições.

Eletrónica e sistemas de cabos

Países que podem ser considerados:

Chéquia

Eslováquia

Hungria

Polónia

Roménia

Turquia

Sérvia

Macedónia do Norte

Tunísia

Marrocos

No fabrico eletrónico também deve ser analisada a origem real dos componentes. Mesmo que um produto seja montado perto da Europa, o prazo total pode ser superior ao esperado se os principais componentes vierem do Extremo Oriente.

O país de origem e o país de expedição não são a mesma coisa

O facto de um produto ser enviado de um país próximo da Europa não significa automaticamente que tenha sido fabricado nesse país.

O produto pode ter sido fabricado noutro país e ter sido apenas embalado ou armazenado no país próximo.

Por isso, devem distinguir-se os seguintes conceitos:

País de produção

País de origem

País de expedição

País exportador

País da última transformação

Para beneficiar de condições comerciais preferenciais, o produto deve cumprir as regras de origem aplicáveis.

O facto de uma fatura ser emitida num país próximo não transforma automaticamente o produto num produto originário desse país.

Uma declaração de origem incorreta pode provocar direitos aduaneiros adicionais, sanções, atrasos alfandegários e perda de clientes.

Uma união aduaneira não é o mesmo que um acordo de comércio livre

Existem diferentes regimes comerciais entre os países próximos da Europa.

Alguns países são membros da União Europeia.

Alguns têm uma união aduaneira com a União Europeia.

Alguns têm acordos de comércio livre ou de associação.

Determinados produtos podem beneficiar de direitos preferenciais.

Outros podem estar sujeitos a direitos normais, quotas ou medidas comerciais adicionais.

Por isso, não basta saber que existe um acordo geral com um país. A verificação deve ser feita de acordo com o código pautal do produto.

Dois produtos diferentes provenientes do mesmo país podem estar sujeitos a regimes aduaneiros diferentes.

Seleção de fornecedores para entregas rápidas

Escolher o país adequado não significa automaticamente ter escolhido a fábrica adequada.

No mesmo país podem existir fornecedores muito fiáveis e outros muito fracos.

Para conseguir entregas rápidas, o fornecedor deve, de preferência, oferecer:

Experiência em exportação

Experiência com clientes europeus

Planeamento claro da produção

Compromissos de entrega realistas

Stock de matérias-primas

Aceitação de pequenas encomendas

Preparação rápida de amostras

Sistema de controlo de qualidade

Documentação completa

Comunicação rápida

Capacidade de resolução de problemas

Linhas de produção alternativas

Dias regulares de expedição

Rede fiável de transportadores

Um produtor pode oferecer um preço muito competitivo, mas, se a sua disciplina de entrega for fraca, não será possível construir um sistema de abastecimento rápido.

Perguntas que devem ser feitas ao fornecedor

Antes de formalizar um acordo, devem ser colocadas as seguintes perguntas:

Qual é o vosso prazo normal de produção?

Quanto aumenta o prazo durante a época alta?

De onde obtêm as matérias-primas?

Mantêm as principais matérias-primas em stock?

Qual é a quantidade mínima de encomenda?

Aceitam pequenas encomendas repetidas?

Quanto tempo demora a preparação de uma amostra?

Em que dias da semana fazem expedições?

Para que países europeus exportam regularmente?

Com que empresas de transporte trabalham?

Quem prepara a documentação aduaneira?

Conseguem fornecer documentos de origem?

Como tratam os problemas de qualidade?

Como comunicam os atrasos?

Que capacidade de produção simultânea possuem?

Um produtor que não consiga responder claramente a estas perguntas pode ser arriscado, mesmo que ofereça um preço baixo.

Começar com uma encomenda de amostra

Ao trabalhar com uma nova fábrica ou num novo país de produção, não é aconselhável começar imediatamente com uma encomenda grande.

Primeiro deve ser feita uma encomenda de amostra ou uma pequena encomenda de teste.

Na encomenda de teste devem ser medidos:

Rapidez da comunicação

Qualidade da amostra

Prazo de preparação da amostra

Qualidade da embalagem

Exatidão dos documentos

Prazo real de expedição

Processamento aduaneiro

Chegada do produto sem danos

Consistência das medidas e das cores

Resposta do fornecedor perante problemas

Uma encomenda de teste mostra a diferença entre aquilo que a fábrica promete e aquilo que realmente entrega.

Um fornecedor pode parecer muito forte num catálogo. O seu verdadeiro valor revela-se durante o processo da encomenda.

Não depender de um único país

Ao construir um sistema de entregas rápidas na Europa, é arriscado concentrar toda a produção num único país ou numa única fábrica.

Uma passagem fronteiriça pode fechar.

Pode ocorrer uma greve.

Podem surgir problemas energéticos.

As matérias-primas podem deixar de estar disponíveis.

Os preços do transporte podem aumentar.

Pode surgir uma crise política.

A fábrica pode ficar completamente ocupada.

A qualidade pode diminuir.

Por isso, devem ser desenvolvidas pelo menos duas fontes para os produtos críticos.

Por exemplo:

Um produtor principal na Turquia e um produtor alternativo na Roménia

Um produtor têxtil principal em Portugal e capacidade adicional em Marrocos

Um produtor principal de mobiliário na Polónia e um produtor alternativo na Bósnia e Herzegovina

Um produtor principal de metal na Chéquia e um produtor de reserva na Sérvia

O objetivo não é dividir toda a produção. O objetivo é evitar que toda a cadeia de abastecimento pare num único ponto.

Combinar produção próxima e produção distante

Para algumas empresas, o modelo correto não consiste em colocar toda a produção perto da Europa.

Os produtos podem ser divididos em dois grupos:

Produtos padrão com vendas estáveis

Produtos que mudam rapidamente, personalizados ou urgentes

Os produtos padrão de grande volume podem ser fabricados mais longe e a um custo inferior.

Os produtos que necessitam de reposição rápida, são sazonais ou personalizados podem ser fabricados perto da Europa.

Este sistema combinado pode oferecer:

Stock básico de baixo custo

Encomendas rápidas de reposição

Capacidade de resposta a necessidades urgentes

Possibilidade de testar novos produtos em pequenas quantidades

Passagem para uma produção maior quando a procura estiver confirmada

Redução da dependência de um único país

Desta forma, a empresa pode criar equilíbrio entre custo e rapidez.

Planear em conjunto o país de produção e o armazém europeu

A localização do armazém na Europa é tão importante como a escolha do país de produção.

Mesmo um produto fabricado rapidamente pode chegar lentamente ao cliente se o armazém estiver mal localizado.

Ao escolher um armazém de distribuição europeu, devem ser analisados:

Os principais países clientes

As ligações rodoviárias

O acesso aos portos

As redes de encomendas e transporte

Os custos de armazenamento

A disponibilidade de mão de obra

A gestão de devoluções

As possibilidades de desalfandegamento

A capacidade de expedir no próprio dia ou no dia seguinte

O Benelux, a Alemanha, a Polónia, a França e o norte de Itália podem ser considerados para diferentes estratégias de distribuição.

Quando é estabelecida uma linha regular de transporte entre o país de produção e o armazém, os prazos de entrega tornam-se mais previsíveis.

Dados que devem ser medidos para conseguir entregas rápidas

Um sistema de entrega não pode ser melhorado se não for medido.

Para cada fornecedor e país devem ser acompanhados os seguintes dados:

Tempo entre a confirmação da encomenda e o início da produção

Prazo real de produção

Tempo até à saída da fábrica

Tempo de transporte

Tempo na fronteira ou na alfândega

Tempo até à entrada no armazém

Prazo total de entrega

Taxa de entregas pontuais

Taxa de entregas incompletas

Taxa de produtos danificados

Taxa de defeitos de qualidade

Prazo para encomendas urgentes

Prazo para encomendas repetidas

Custo total colocado no destino

Sem estes dados não é possível determinar se um país ou uma fábrica é realmente rápido.

O prazo prometido e o prazo efetivamente alcançado devem ser registados separadamente.

Sistema de pontuação para escolher um país

Os países de produção podem ser comparados através de um sistema de pontuação, em vez de avaliações subjetivas.

Cada país ou fornecedor pode ser avaliado de acordo com:

Preço de produção

Qualidade da produção

Prazo de produção

Tempo de transporte até à Europa

Facilidade dos procedimentos aduaneiros

Quantidade mínima de encomenda

Comunicação do fornecedor

Qualidade da documentação

Estabilidade política

Acesso a matérias-primas

Flexibilidade para pequenas encomendas

Rapidez das encomendas repetidas

Sustentabilidade

Certificações

Custo total

Nem todos os critérios têm a mesma importância.

Para uma empresa de moda rápida, o prazo de produção e entrega pode ter maior peso.

Para uma empresa de peças de máquinas, a qualidade técnica e as tolerâncias podem ser mais importantes.

Para uma empresa de mobiliário, os custos de transporte e a qualidade da embalagem podem ser decisivos.

Um sistema de pontuação impede que seja automaticamente escolhida a proposta mais barata.

Erros mais frequentes

Ao escolher países de produção para entregas rápidas na Europa, são frequentemente cometidos os mesmos erros.

O primeiro erro consiste em considerar apenas o preço de produção por unidade.

O segundo erro consiste em confundir o prazo de produção com o prazo de transporte.

O terceiro erro consiste em investigar as regras aduaneiras e de origem apenas depois de fazer a encomenda.

O quarto erro consiste em estudar o país, mas não verificar a capacidade real da fábrica.

O quinto erro consiste em não perceber que a fábrica tem de esperar por matérias-primas vindas de um país distante.

O sexto erro consiste em fazer uma primeira encomenda desnecessariamente grande.

O sétimo erro consiste em depender de um único produtor.

O oitavo erro consiste em não medir os prazos de entrega.

O nono erro consiste em ignorar as épocas de maior atividade.

O décimo erro consiste em tratar o transportador e o representante aduaneiro separadamente do planeamento da produção.

O décimo primeiro erro consiste em avaliar da mesma forma a produção dentro e fora da União Europeia.

O décimo segundo erro consiste em confundir o país de expedição com o país de origem.

Estes erros podem transformar uma encomenda económica numa entrega cara e atrasada.

Como construir um processo simples para escolher o país?

A escolha de um país de produção para entregas rápidas na Europa deve ser feita passo a passo.

Primeiro são definidas as especificações técnicas do produto.

São identificados os mercados europeus de destino.

É determinado o prazo máximo de entrega aceitável.

É calculado o volume mensal ou anual da encomenda.

São estabelecidos os limites da quantidade de encomenda.

É criada uma lista curta de países de produção adequados.

São procurados vários fornecedores em cada país.

É solicitada a mesma informação a todos os fornecedores.

É calculado o custo total colocado no destino.

São verificadas as condições de origem e de alfândega.

São feitas encomendas de amostras.

São realizados pequenos envios de teste.

É medido o prazo real de entrega.

Os fornecedores recebem uma pontuação.

São selecionados um fornecedor principal e um fornecedor alternativo.

É iniciado o acompanhamento mensal do desempenho.

Este processo transforma a escolha do país de uma estimativa numa decisão empresarial controlável.

Conclusão

O país de produção adequado para entregas rápidas na Europa não é o mesmo para todas as empresas nem para todos os produtos.

A Polónia, a Chéquia, a Eslováquia, a Hungria, a Roménia e a Bulgária podem oferecer opções fortes para produção dentro da União Europeia e acesso rápido por estrada.

Portugal, Espanha e Itália são importantes centros de produção para têxteis, moda, calçado, mobiliário, design e produtos de elevado valor acrescentado.

A Turquia oferece uma infraestrutura de produção ampla e flexível perto da Europa para têxteis, mobiliário, metal, máquinas, peças automóveis, plásticos e produtos de consumo.

A Sérvia, a Macedónia do Norte, a Bósnia e Herzegovina e a Albânia podem oferecer opções competitivas de produção de proximidade em determinados setores.

Marrocos e Tunísia podem ser considerados para têxteis, peças automóveis, sistemas de cabos e produções intensivas em mão de obra destinadas à Europa Ocidental e Meridional.

O Egito pode oferecer vantagens de custo e capacidade em determinados setores, mas exige um planeamento sólido do transporte marítimo e dos procedimentos aduaneiros.

A decisão correta não é tomada apenas com base no nome do país.

O produto, a fábrica, a cidade, a origem das matérias-primas, a rota de transporte, o sistema aduaneiro, as regras de origem, a localização do armazém e o mercado-alvo devem ser avaliados em conjunto.

A entrega rápida na Europa não é apenas uma questão logística. Está diretamente relacionada com a estratégia de produção, a gestão de stock, o financiamento, a satisfação do cliente e a competitividade.

O país de produção mais barato pode oferecer uma vantagem temporária de preço.

O sistema de produção e entrega adequado oferece uma vantagem comercial duradoura.

Perguntas de controlo para o leitor

Está claro para que países europeus pretende vender?

Conhece o prazo máximo de entrega aceite pelos seus clientes?

Mede separadamente o prazo de produção e o prazo de transporte?

Estudou as possibilidades de produção dentro da União Europeia?

Comparou as opções de produção de proximidade na Turquia, nos Balcãs e no Norte de África?

Calcula o custo total colocado no destino em vez de considerar apenas o preço de fábrica?

Verifica as regras de origem antes de fazer a encomenda?

Sabe de que países o fornecedor obtém as matérias-primas?

Consegue fazer encomendas pequenas e frequentes?

Dispõe de um produtor alternativo além do produtor principal?

Regista o prazo real de entrega por fornecedor?

Planeia em conjunto o país de produção e a localização do armazém europeu?

Se estas perguntas não puderem ser respondidas com clareza, a escolha do país de produção ainda não se transformou numa estratégia completa de cadeia de abastecimento.

O primeiro passo deve ser comparar os países não apenas pelo preço de produção, mas também pela rapidez, custo total, fiabilidade e risco.

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