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Painel Operacional para um Sistema de Distribuidores

Construir um sistema de distribuidores não significa apenas vender produtos ou permitir que outras empresas utilizem uma marca ou uma placa comercial. Um sistema de distribuidores significa gerir a sede, os distribuidores, os produtos, as encomendas, os stocks, as vendas, os pagamentos, os processos de clientes, as formações e o desempenho dentro da mesma estrutura.

Uma empresa pode ser bem-sucedida na sua operação principal. Pode conhecer bem os seus clientes, vender os seus produtos com eficácia e gerir o trabalho diário através da experiência e da memória. No entanto, quando o sistema de distribuidores começa a crescer, a situação muda.

Já não existe apenas uma empresa. Surge uma rede de distribuidores localizados em diferentes cidades, geridos por pessoas diferentes e orientados para grupos de clientes distintos.

Nesse momento, a pergunta mais importante passa a ser:

A sede consegue ver regularmente o que todos os distribuidores fazem, o que vendem, quanto stock mantêm, com que clientes trabalham, que problemas enfrentam e qual é o seu desempenho?

Se a resposta for não, o sistema de distribuidores pode parecer estar a crescer, embora, na realidade, esteja a começar a sair do controlo.

Um painel operacional para um sistema de distribuidores é uma ferramenta de gestão que torna visíveis os fluxos de trabalho diários, semanais e mensais entre a sede e os distribuidores. Graças a este painel, o sistema deixa de ser gerido de forma aleatória e passa a ser administrado de forma mensurável, controlável e melhorável.

O que é um painel operacional?

Um painel operacional é uma ferramenta de acompanhamento e gestão que permite visualizar, de forma resumida, os principais processos de uma empresa ou de uma rede de distribuidores.

Este painel pode ser um programa digital. Pode ser uma tabela simples no Google Sheets. Também pode fazer parte de um sistema avançado dentro de um CRM, ERP ou portal específico para distribuidores. O mais importante não é o nome da ferramenta, mas os dados que a empresa acompanha regularmente.

Um painel operacional para um sistema de distribuidores deve responder a perguntas como:

Que distribuidores estão ativos?

Que distribuidores fazem encomendas?

Em que distribuidores as vendas estão a aumentar?

Em que distribuidores as vendas estão a diminuir?

Que produtos vendem mais?

Que produtos apresentam problemas de stock?

Que distribuidores pagam com atraso?

Que distribuidores recebem reclamações de clientes?

Que distribuidores precisam de formação adicional?

Em que regiões existem oportunidades de crescimento?

Se a sede não conseguir responder claramente a estas perguntas, o sistema de distribuidores não está a ser gerido de forma saudável.

O painel operacional é o centro de controlo da rede de distribuidores.

Por que razão um sistema de distribuidores precisa de um painel operacional?

À medida que a rede de distribuidores cresce, aumenta a distância entre a sede e o mercado.

Com os primeiros distribuidores, o trabalho pode ser gerido através do telefone, WhatsApp, e-mail e acompanhamento pessoal. O proprietário conhece os distribuidores, sabe quais são os problemas, lembra-se das encomendas e consegue acompanhar quem vende o quê.

No entanto, quando o número de distribuidores aumenta, este método deixa de ser suficiente.

Um distribuidor faz a encomenda demasiado tarde. Outro mantém pouco stock. Um distribuidor não respeita a política de preços. Outro dá informações erradas aos clientes. Um distribuidor paga com atraso. Outro vende muito bem, mas ninguém sabe porquê. Outro vende pouco, mas o problema não é detetado.

Sem um painel operacional, a sede identifica estes problemas demasiado tarde.

Um problema descoberto tarde transforma-se num problema maior.

Um painel operacional oferece as seguintes vantagens:

A sede visualiza toda a rede de distribuidores num único ecrã.

O desempenho dos distribuidores torna-se mensurável.

As vendas e os stocks são geridos de forma mais eficaz.

A disciplina de pagamento é acompanhada.

As necessidades de formação são identificadas antecipadamente.

As reclamações dos clientes tornam-se visíveis.

As decisões de crescimento baseiam-se em dados.

Os distribuidores com baixo desempenho recebem apoio a tempo.

Os métodos dos distribuidores bem-sucedidos podem ser transferidos para os restantes.

Um sistema de distribuidores não pode gerir aquilo que não consegue ver. O painel operacional torna visível o que antes permanecia invisível.

Diferença operacional entre distribuição e franchising

Um sistema de distribuidores e um sistema de franchising não são a mesma coisa. Num sistema de franchising, o modelo de negócio completo, o design das lojas, os padrões de serviço, os manuais operacionais e a estrutura de gestão são normalmente controlados de forma mais rigorosa. Num sistema de distribuidores, a venda de produtos, a distribuição, a gestão regional e a relação comercial têm geralmente maior importância.

No entanto, isto não significa que um sistema de distribuidores possa funcionar sem controlo.

Também num sistema de distribuidores são necessários padrões operacionais. O distribuidor representa a marca, apresenta os produtos aos clientes, explica os preços, gere o stock, efetua pagamentos e influencia a experiência do cliente.

Por isso, embora seja menos detalhado do que num sistema de franchising, o painel operacional de um sistema de distribuidores deve abranger sempre as principais áreas de controlo.

Estas áreas são:

Informações dos distribuidores

Região e direitos comerciais

Encomendas

Stocks

Vendas

Pagamentos

Pedidos de clientes

Reclamações

Formações

Atividades de marketing

Indicadores de desempenho

Um sistema de distribuidores pode ser mais flexível. Mas flexibilidade não deve significar ausência de medição.

Principais secções do painel operacional

Um painel operacional para distribuidores não precisa de ser complexo desde o início. Numa primeira fase, são suficientes secções simples, mas corretamente selecionadas.

Um painel operacional básico pode incluir:

Registo de distribuidores

Acompanhamento de encomendas

Acompanhamento de stock

Desempenho de vendas

Pagamentos e saldos pendentes

Clientes e pedidos

Reclamações e apoio

Formação e documentação

Marketing e campanhas

Avaliação de desempenho

Cada secção responde a uma pergunta de gestão diferente.

O registo responde à pergunta sobre quem é o distribuidor.

A secção de encomendas mostra o que o distribuidor encomendou.

A secção de stock mostra quanto produto mantém disponível.

A secção de vendas mostra quanto vende.

A secção de pagamentos mostra se cumpre as suas obrigações financeiras.

A secção de reclamações mostra como evolui a experiência do cliente.

A secção de desempenho responde à pergunta sobre se o sistema de distribuidores funciona corretamente.

Registo de distribuidores

A primeira parte do painel operacional é o registo de distribuidores.

As informações básicas de cada distribuidor devem ser guardadas de forma sistemática. À medida que a rede cresce, a sede deixa de conseguir manter todos os dados na memória.

O registo pode incluir:

Nome do distribuidor

Pessoa de contacto

Número de telefone

Endereço de e-mail

Morada

Cidade

País

Região

Data de início como distribuidor

Tipo de distribuidor

Estado do contrato

Direitos regionais

Dados fiscais ou comerciais

Site

Contas nas redes sociais

Estado de atividade

Notas importantes de comunicação

Estes dados podem parecer simples, mas tornam-se muito valiosos quando a rede cresce.

A sede deve conseguir ver rapidamente onde se encontra cada distribuidor, com quem deve contactar, quais estão ativos e que contratos continuam válidos.

Se o registo for fraco, a operação começa de forma desorganizada desde o início.

Acompanhamento de encomendas

O acompanhamento de encomendas é essencial num sistema de distribuidores, porque a encomenda é a relação comercial mais básica entre o distribuidor e a sede.

A secção de acompanhamento de encomendas pode incluir:

Data da encomenda

Nome do distribuidor

Número da encomenda

Nome do produto

Código do produto

Quantidade

Preço unitário

Valor total

Estado da encomenda

Estado de preparação

Data de envio

Estado da entrega

Produtos em falta

Devolução ou cancelamento

Notas

Sem acompanhamento de encomendas, surgem problemas como:

Esquecer que distribuidor encomendou determinado produto.

Desorganização no processo de preparação.

Impossibilidade de acompanhar atrasos de entrega.

Falta de deteção de produtos em falta.

Necessidade de os distribuidores contactarem constantemente a sede para pedir informações.

Atrasos que acabam por afetar o cliente.

Um painel de encomendas gera confiança tanto para a sede como para o distribuidor, porque todos sabem em que fase se encontra a encomenda.

Acompanhamento de stock

A gestão de stock é uma questão crítica num sistema de distribuidores.

Se um distribuidor mantém pouco stock, perde vendas. Se mantém demasiado, imobiliza o seu capital. Se armazena os produtos errados, não consegue responder à procura. Se a sede não conhece o stock dos distribuidores, não consegue planear corretamente a produção ou o abastecimento.

A secção de stock pode incluir:

Nome do distribuidor

Nome do produto

Código do produto

Stock disponível

Nível mínimo de stock

Data da última encomenda

Produtos mais vendidos

Produtos de rotação lenta

Produtos esgotados

Taxa de rotação do stock

Recomendação de reposição

Notas sobre o stock

O stock do distribuidor não é apenas um assunto do distribuidor. Também é informação estratégica para a sede.

Que produtos vendem em cada região?

Que produtos têm pouca rotação em determinados distribuidores?

Que produtos precisam de maior produção ou abastecimento?

Que stocks devem ser repostos antes de se perderem vendas?

Para responder a estas perguntas são necessários dados de stock.

Desempenho de vendas

A saúde de um sistema de distribuidores mede-se, entre outros aspetos, através do desempenho das vendas. No entanto, olhar apenas para as vendas totais não é suficiente.

Um distribuidor pode vender muito, mas gerar pouca margem. Outro pode vender menos, mas ser muito forte numa categoria estratégica. Um distribuidor novo pode ter temporariamente vendas baixas. Outro pode estar muito abaixo do potencial da sua região.

A secção de desempenho de vendas pode acompanhar:

Vendas mensais

Vendas semanais

Vendas por produto

Vendas por categoria

Valor médio da encomenda

Taxa de repetição de encomendas

Produtos mais vendidos

Produtos menos vendidos

Objetivos de vendas

Percentagem de cumprimento dos objetivos

Comparação com o período anterior

Classificação dos distribuidores

Desempenho regional

Graças a estes dados, a sede não vê apenas quem vende mais. Começa também a compreender por que razão alguns distribuidores vendem melhor.

Um painel de desempenho comercial melhora a qualidade das decisões na gestão dos distribuidores.

Pagamentos e saldos pendentes

A disciplina de pagamento é tão importante como as vendas.

Um distribuidor pode fazer grandes encomendas, mas se pagar sempre com atraso representa um risco para a sede. Outro pode encomendar menos, mas ser um parceiro comercial mais seguro por pagar regularmente.

A secção de pagamentos e saldos pendentes pode incluir:

Nome do distribuidor

Dívida total pendente

Pagamento vencido

Pagamento em atraso

Data do último pagamento

Método de pagamento

Limite de crédito

Número de faturas em aberto

Estado da cobrança

Nível de risco

Notas financeiras

Um sistema de distribuidores com fraco acompanhamento dos pagamentos acaba por enfrentar problemas de tesouraria. A sede envia produtos, mas não recebe o dinheiro a tempo. Parece que o negócio está a crescer, mas existe pouco dinheiro disponível.

Por isso, o acompanhamento dos saldos pendentes deve fazer parte do painel operacional.

As vendas elevadas só criam verdadeiro valor quando são acompanhadas por uma cobrança eficaz.

Pedidos de clientes

Em alguns sistemas de distribuidores, os pedidos dos clientes chegam diretamente à sede. Depois, a sede atribui esses pedidos ao distribuidor adequado. Noutros sistemas, os pedidos chegam diretamente ao distribuidor. Em ambos os casos, o acompanhamento é importante.

A secção de pedidos de clientes pode incluir:

Data do pedido

Nome do cliente

Cidade ou região

Distribuidor atribuído

Assunto do pedido

Produto ou serviço necessário

Estado do pedido

Tempo de resposta do distribuidor

Foi apresentada uma proposta?

O pedido transformou-se numa venda?

Notas do cliente

Data do próximo acompanhamento

Esta secção é especialmente importante quando a sede envia oportunidades comerciais aos distribuidores.

Se a sede fornece potenciais clientes, deve saber o que acontece com essas oportunidades. O distribuidor contactou o cliente? Foi preparada uma proposta? A venda foi fechada? O cliente ficou satisfeito?

Sem este acompanhamento, a sede não consegue medir o resultado das oportunidades comerciais que distribui.

Reclamações e apoio

Numa rede de distribuidores, as reclamações dos clientes funcionam como um sistema de alerta antecipado para a marca.

Se um distribuidor recebe reclamações continuamente, o problema pode ir além desse distribuidor. Pode prejudicar a imagem da marca e reduzir a confiança em toda a rede.

A secção de reclamações e apoio pode incluir:

Data da reclamação

Nome do distribuidor

Nome do cliente

Assunto da reclamação

Produto ou serviço afetado

Nível de gravidade

Responsável pela solução

Data da resolução

Satisfação do cliente

É um problema recorrente?

Notas da sede

Ação corretiva

As reclamações não devem ser vistas apenas como problemas. Também mostram onde existem fraquezas no sistema.

Se o mesmo produto provoca problemas continuamente, podem existir falhas na informação, na qualidade ou na formação.

Se as reclamações estão sempre concentradas no mesmo distribuidor, devem ser revistas a sua formação, supervisão ou relação contratual.

O painel de reclamações constitui o sistema de garantia da qualidade da rede.

Formação e documentação

À medida que a rede cresce, a formação deve ser padronizada.

Os distribuidores devem compreender corretamente os produtos, a lógica de preços, a linguagem da marca, o método de venda, a comunicação com o cliente, o processo de encomendas, as condições de entrega e as regras das campanhas.

A secção de formação e documentação pode incluir:

Nome do distribuidor

Formações concluídas

Data da formação

Tema da formação

Participantes

Formações pendentes

Documentação de produto

Documentação comercial

Listas de preços

Manuais de processos

Instruções de campanhas

Estado de certificação ou aprovação

Sem formação, cada distribuidor começa a trabalhar segundo a sua própria interpretação. Isto enfraquece os padrões da marca.

Graças ao painel operacional, a sede pode ver que distribuidor realizou determinada formação, onde existem lacunas e que documentos precisam de ser atualizados.

Marketing e campanhas

O marketing numa rede de distribuidores não é apenas responsabilidade da sede. Os distribuidores também devem estar ativos nos seus mercados locais.

No entanto, se o marketing local não for controlado, a linguagem da marca pode deteriorar-se. Preços errados, imagens inadequadas, campanhas fracas ou publicidade de baixa qualidade podem prejudicar a perceção da marca.

A secção de marketing e campanhas pode acompanhar:

Campanhas ativas

Datas de início e fim

Distribuidores participantes

Imagens a utilizar

Textos a utilizar

Orçamento publicitário local

Estado das publicações nas redes sociais

Número de pedidos recebidos

Resultados comerciais da campanha

Notas da campanha

Graças a esta secção, a sede pode ver que campanha funciona melhor em cada região.

Uma campanha não é apenas um anúncio. É uma atividade comercial que deve ser medida.

Pontuação de desempenho do distribuidor

No painel operacional pode ser criada uma pontuação de desempenho para cada distribuidor.

Esta pontuação não deve basear-se apenas nas vendas, mas numa combinação de critérios diferentes.

A pontuação pode incluir:

Volume de vendas

Crescimento das vendas

Disciplina de pagamento

Gestão de stock

Satisfação do cliente

Taxa de reclamações

Participação em formações

Participação em campanhas

Cumprimento das regras da marca

Rapidez de resposta

Estes critérios permitem avaliar os distribuidores de forma mais justa.

O distribuidor que mais vende não é automaticamente o melhor. Um distribuidor que vende muito, mas paga com atraso, recebe muitas reclamações ou não respeita as regras da marca pode representar um risco a longo prazo.

A pontuação de desempenho permite uma gestão mais equilibrada da rede.

Acompanhamento diário, semanal e mensal

O painel operacional deve ser utilizado segundo diferentes ritmos.

O acompanhamento diário centra-se em assuntos que exigem ação rápida.

Diariamente podem ser acompanhados:

Novas encomendas

Problemas urgentes de stock

Entregas atrasadas

Reclamações de clientes

Lembretes de pagamento

Pedidos pendentes

O acompanhamento semanal centra-se no desempenho e na regularidade operacional.

Semanalmente podem ser acompanhados:

Vendas dos distribuidores

Propostas em aberto

Necessidades de reposição

Resultados de campanhas

Pedidos de apoio

Formações pendentes

O acompanhamento mensal centra-se em decisões estratégicas.

Mensalmente podem ser avaliados:

Classificação dos distribuidores

Desempenho regional

Desempenho dos produtos

Estado das cobranças

Oportunidades de crescimento

Distribuidores com baixo desempenho

Necessidade de novos distribuidores

Sem este ritmo, o painel transforma-se apenas num local de armazenamento de dados. Com acompanhamento regular, torna-se uma verdadeira ferramenta de gestão.

Painel operacional para a sede

Para a sede, o painel operacional mostra a saúde geral da rede de distribuidores.

A sede deve conseguir ver de forma imediata:

Número total de distribuidores

Número de distribuidores ativos

Número de distribuidores inativos

Vendas mensais totais

Venda média por distribuidor

Distribuidores com melhor desempenho

Distribuidores com pior desempenho

Pagamentos em atraso

Encomendas em aberto

Riscos de stock

Número de reclamações

Estado das formações

Desempenho das campanhas

Este painel acelera a tomada de decisões.

A sede consegue ver com maior clareza que distribuidor precisa de apoio, qual deve ser advertido, que produto deve ser priorizado e em que região existem melhores oportunidades de crescimento.

Painel operacional para o distribuidor

O painel operacional não deve ser criado apenas para a sede. O distribuidor também deve conseguir ver o seu próprio desempenho.

No seu espaço pessoal pode consultar:

As suas encomendas

Estado das encomendas

Listas de preços atuais

Recomendações de stock

Objetivos de vendas

Campanhas disponíveis

Documentos de formação

Pagamentos pendentes

Pedidos de clientes

Pedidos de apoio

Resumo de desempenho

Esta estrutura reduz a necessidade de contactar constantemente a sede para fazer as mesmas perguntas. O distribuidor pode gerir o seu negócio de forma mais profissional.

A relação entre a sede e o distribuidor também se torna mais transparente.

Começar com uma tabela simples

Não é necessário comprar um programa caro desde o início.

Uma tabela bem estruturada pode ser suficiente na primeira fase. A estrutura básica pode ser criada com Google Sheets, Excel ou uma ferramenta semelhante.

O importante é atualizar os dados regularmente.

Uma tabela operacional simples pode incluir os seguintes separadores:

Distribuidores

Encomendas

Stocks

Vendas

Pagamentos

Pedidos de clientes

Reclamações

Formações

Campanhas

Desempenho

Quando o sistema funcionar corretamente na prática, a empresa pode adotar posteriormente um programa mais avançado.

O programa não cria o sistema. Primeiro deve ser desenhado o fluxo de trabalho. Depois, o programa deve reforçar esse fluxo.

Que dados devem ser obrigatórios?

O painel operacional não deve ser sobrecarregado com informação desnecessária. No início, devem ser selecionados os dados mais importantes.

Os dados obrigatórios podem ser:

Nome do distribuidor

Região

Pessoa de contacto

Data da encomenda

Valor da encomenda

Estado da encomenda

Valor das vendas

Estado do pagamento

Estado do stock

Pedido do cliente

Estado da reclamação

Data do último acompanhamento

Próxima ação

Se estes dados forem atualizados regularmente, a sede começa a controlar a rede.

Pedir demasiada informação sobrecarrega os distribuidores. Pedir muito pouca deixa a sede sem visibilidade.

É necessário encontrar o equilíbrio correto.

Sistema de cores e alertas

Um painel operacional não deve ser apenas uma tabela de dados. Também deve incluir um sistema de alertas.

Determinadas situações podem ser apresentadas através de cores:

Verde: situação normal

Amarelo: acompanhamento necessário

Vermelho: problema urgente

Este sistema pode ser utilizado para:

Pagamentos em atraso

Diminuição das vendas

Stock crítico

Pedidos de clientes sem resposta

Reclamações por resolver

Entregas atrasadas

Formações pendentes

Graças aos alertas, a sede deteta os problemas mais rapidamente.

Um bom painel não fornece apenas informação. Também orienta a atenção para as prioridades.

Recolher dados dos distribuidores

Os dados necessários para o painel devem ser recolhidos regularmente junto dos distribuidores. No entanto, este processo não deve ser desnecessariamente complicado.

Se os distribuidores tiverem de preencher formulários demasiado longos, a qualidade dos dados diminui. Podem não preencher, preencher de forma incompleta ou enviar com atraso.

A recolha deve ser simples.

Todas as semanas, um distribuidor pode comunicar:

Vendas semanais

Produtos cujo stock está a diminuir

Pedidos de clientes

Problemas

Resultados de campanhas

Novas necessidades

A sede pode introduzir estes dados no painel, ou o distribuidor pode registá-los diretamente no sistema.

O objetivo da recolha deve ser claro. O distribuidor deve compreender que estes dados também beneficiam o seu próprio negócio.

Controlo dos distribuidores e painel operacional

O painel operacional é uma ferramenta fundamental para controlar os distribuidores.

O controlo não é realizado apenas através de visitas físicas. Também pode ser feito com base em dados.

Por exemplo:

Se as vendas de um distribuidor diminuírem, analisa-se a causa.

Se os pagamentos estiverem atrasados, avalia-se o nível de risco.

Se as reclamações aumentarem, realiza-se um controlo de qualidade.

Se o distribuidor não participar nas campanhas, analisa-se a sua motivação ou necessidade de formação.

Se mantiver pouco stock, torna-se visível o risco de perder vendas.

Desta forma, o controlo torna-se proativo e não apenas reativo.

O sistema envia sinais antes de os problemas se tornarem graves.

O painel operacional no crescimento da rede

Antes de integrar novos distribuidores, a rede atual deve estar sob controlo.

Se os distribuidores existentes não puderem ser acompanhados corretamente, cada novo distribuidor apenas aumentará a confusão.

O painel operacional ajuda a responder a questões de crescimento como:

Em que região deve ser nomeado um novo distribuidor?

Que categoria de produto é forte em cada região?

Que distribuidores podem servir de exemplo?

Que distribuidores representam um risco?

Em que regiões está a aumentar a procura?

Em que regiões deve ser feito maior investimento em marketing?

Que apoio será necessário para um novo distribuidor?

Quando o crescimento se baseia em dados, torna-se mais seguro.

Caso contrário, baseia-se apenas em expectativas.

Erros mais frequentes

Na criação de um painel operacional para distribuidores cometem-se frequentemente os mesmos erros.

O primeiro erro é gerir os distribuidores apenas através de telefone e mensagens, sem utilizar um painel.

O segundo erro é olhar apenas para os números das vendas.

O terceiro erro é não acompanhar os riscos de pagamento e os saldos pendentes.

O quarto erro é negligenciar as informações de stock.

O quinto erro é não centralizar as reclamações dos clientes.

O sexto erro é pedir aos distribuidores demasiados dados desnecessários.

O sétimo erro é criar o painel, mas não o atualizar regularmente.

O oitavo erro é não basear a pontuação de desempenho em critérios justos.

O nono erro é não tornar o sistema fácil de utilizar pelos distribuidores.

O décimo erro é recolher dados sem os utilizar para tomar decisões.

Um painel operacional só cria valor quando é utilizado de forma consistente.

Como construir um painel operacional simples?

Para uma pequena ou média empresa, no início é suficiente um painel operacional simples.

Primeiro deve ser criada uma lista completa dos distribuidores.

Devem ser registados os dados básicos de cada distribuidor.

Deve ser criada uma página de acompanhamento de encomendas.

Deve ser criada uma página de acompanhamento de pagamentos.

Deve ser preparada uma página de acompanhamento de stock.

Deve ser adicionada uma página para pedidos de clientes e reclamações.

Deve ser criada uma página de formação e documentação.

Deve ser estabelecida uma área de acompanhamento de campanhas.

Devem ser definidos os critérios de desempenho dos distribuidores.

Deve ser documentado o ritmo de acompanhamento diário, semanal e mensal.

Deve ser determinado quem introduz cada dado.

Também deve ser definido quem consulta cada relatório.

A estrutura pode ser simples no início. O importante é a continuidade.

Um painel simples, utilizado com regularidade, é mais valioso do que um programa complexo que ninguém utiliza.

Conclusão

Um sistema de distribuidores pode crescer quando a relação entre a sede e os distribuidores é gerida corretamente. No entanto, quando o número de distribuidores aumenta, a gestão baseada apenas na comunicação deixa de ser suficiente. As operações devem tornar-se visíveis, mensuráveis e controláveis.

O painel operacional é a principal ferramenta para criar esta visibilidade.

Permite acompanhar num único sistema as informações dos distribuidores, as encomendas, os stocks, as vendas, os pagamentos, os pedidos de clientes, as reclamações, as formações, as campanhas e o desempenho.

Um sistema de distribuidores sem painel operacional é frequentemente gerido através da memória pessoal, chamadas telefónicas e mensagens dispersas. Esta estrutura não é segura para o crescimento.

Um sistema com painel operacional torna-se mais controlável, transparente, mensurável e melhorável.

A verdadeira força de uma rede de distribuidores não está apenas em encontrar novos distribuidores. Está em gerir, apoiar, medir e desenvolver corretamente os distribuidores existentes.

Se for criada uma rede de distribuidores, o painel operacional deve ser construído primeiro.

Perguntas de controlo para o leitor

Consegue ver todos os seus distribuidores num único ecrã?

Acompanha regularmente quanto encomenda cada distribuidor?

Mede o desempenho de vendas por distribuidor?

Consegue ver o estado dos pagamentos e os saldos pendentes num único ecrã?

Sabe que distribuidores têm problemas de stock e com que produtos?

Acompanha que pedidos de clientes são enviados para cada distribuidor?

Centraliza as reclamações por distribuidor?

Controla o estado da formação e documentação dos distribuidores?

Mede os resultados das campanhas por distribuidor?

Toma decisões sobre novos distribuidores com base em dados?

Se estas perguntas não puderem ser respondidas claramente, a rede de distribuidores ainda não está totalmente sob controlo operacional. O primeiro passo deve ser criar um painel simples, mas atualizado com regularidade.

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